Castrochavismo pleiteia na OEA que Dilma retorne à Presidência

EXCLUSIVO – Castrochavismo pleiteia na OEA que Dilma retorne à Presidência

Na capital americana, Washington DC, na sede da OEA foi travada uma batalha diplomática, mais um item da Guerra Híbrida travada contra o Brasil


A sessão da OEA, 24MAIO2017 OEA foi presidida pelo haitiano Jean-Victor Harvel Jean-Baptiste. Foto: OEA

Edgar C. Otálvora
Especial para DefesaNet

Restaurar Dilma Rousseff como presidente do Brasil foi a proposta apresentada pelo representante do governo do Equador, em uma reunião incomum da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada, em 24MAIO2017, na sua sede em Washington DC.

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O Conselho Permanente da OEA, corpo formado por representantes dos governos pwloa países membros, foi convocado para uma sessão ordinária para tratar de três questões:

a- Aprovação do detalhes referentes à organização da próxima Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no México em meados do mês de junho;
b – Aprovar detalhes da organização e cerimonial da reunião extraordinária de chanceleres ( “Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores”), sobre a “situação na República Bolivariana da Venezuela” definida para 31MAIO2017 em Washington, e,
c – A despedida do Observador Permanente da Espanha.

Dois dias antes da reunião regular, o representante do governo equatoriano, Marco Vinicio Albuja, deu ao Presidente do Conselho Permanente, atualmente exercido pelo boliviano Diego Pary, uma nota verbal solicitando a inclusão na agenda, de 24MAIO2017 o ??tópico “situação política na República Federativa do Brasil, de acordo com os princípios democráticos da nossa organização “. O pedido do Equador chamou a atenção das chancelarias da região, porque foi feita por um governo, que se terminava no mesmo dia da reunião, uma vez que Rafael Correa passava a presidência ao seu delfim Lenín Moreno, em Quito.

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O pedido de inclusão do item “Brasil” na agenda, não foi consultado pelo representante equatoriano ao seu colega brasileiro, embaixador José Luiz Machado e Costa, contradizendo a posição do Equador e outros aliados castrochavistas na OEA sobre o tratamento de “assuntos internos” dos países membros. Sistematicamente, o governo de Rafael Correa se opôs durante os últimos quatro anos na OEA, em considerar a situação da Venezuela, sem a aprovação do “país em causa”.

O Equador participou dos grupo de governos, que impediram a intervenção da oposicionista venezuelana María Corina Machado, na sessão de 21MAR2014, da OEA.

O Equador é parte do grupo de governos que votam sistematicamente contra as ações do Secretário-Geral Luis Almagro referente à crise na Venezuela, acusando-o de “interferência”. O representante do Equador se opôs à realização das várias reuniões do Conselho Permanente da OEA, agendadas nos últimos meses, em busca de uma linha de ação sobre a Venezuela. O Equador tentou boicotar, com o governo de Maduro, adiando a próxima reunião de Chanceleres sobre a Venezuela.

O pedido do Equador para considerar a situação política no Brasil foi, obviamente, um ato de provocação ordenada pelo quase ex-presidente Rafael Correa, que, como parte da aliança Castrochavista, se ressente do “impeachment” de Dilma Rousseff no Brasil e a consequente perda da máquina do governo brasileiro.


Nota Verbal entregue pelo representante do Equador .

A reunião do Conselho Permanente da OEA, de 24MAIO2017, foi conduzida sob a liderança de Jean-Victor Harvel Jean-Baptiste, representante do Haiti, que exerceu a vice-presidência do órgão durante o mês de Maio.

O Haiti deu a palavra ao representante do Equador, que se referiu aos pedidos de “impeachment”, que diversos setores propõem contra o presidente do Brasil, Michel Temer, seguindo as denúncias do proprietário da empresa da JBS, Joesley Batista.

O representante do Equador afirmou: “Se as coisas continuarem como estão, são dois os caminhos. Eles pediram ao presidente Temer para colocar a sua demissão e ele disse que não vai renunciar. Se a renúncia acontecer é provável que o Congresso novamente eleja um novo presidente. Ou corresponderia de acordo com os princípios da Carta da Carta Democrática da OEA o retorno de Dilma Rousseff à presidência uma vez que, verifica-se que o julgamento político contra ela não só carecia de provas, mas foi comprado. Isto não é se intrometer nos assuntos internos de um país … ”

O porta-voz de Rafael Correa na OEA baseou suas afirmações em um relatório publicado pelo jornal argentino “prokirchnerista”,  Pagina 12, na edição de 21MAIO2017. Na reportagem afirma que os proprietários da empresa JBS teriam pago “30 deputados para o impeachment” de Dilma Rousseff. Esta versão não corresponde à informação, que foi publicada no Brasil, onde, pelo contrário, sabe-se que a empresa JBS pagou cinco deputados se opor à impeachment contra Rousseff.

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